Miná Mora Aqui

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Nome: Arthur Miná
Local: Campina Grande, Paraíba, Brazil

There was a boy. A very strange enchanted boy... They say he wandered very far, very far, over land and sea. A little shy and sad of eye, but very wise was he... And then one day... A magic day he passed my way, and while we spoke of many things, fools and kings... This he said to me... "The greatest thing you'll ever learn, is just to love and be loved in return"

sábado, 26 de janeiro de 2008

Pedacinhos da minha vida... #4

Havia uma menina na minha sala, que tinha uma beleza diferente de todas as outras. Se eu passasse um dia inteiro tentando, eu não conseguiria explicar...
Eu só sabia que ela merecia ser admirada e eu fazia isso constantemente.

Naquele ano, fizemos uma viagem pra um convento numa cidadezinha, que me deixou muitas lembranças. Um lugar lindo, e com todo mundo vivendo em harmonia...
Fiquei andando por aquele lugar gigante, com as folhas caindo no chão...

No outro ano, tive uma experiência única. Eu conheci uma mulher cega...
É interessante passar por isso. Eu fiquei sendo os olhos dela por um tempo. A curiosidade era grande. Eu queria saber como é perceber as coisas sem ver.
Nós subimos num mirante e a gente ficou conversando por um tempo sobre os sentidos... A vista das árvores e o sol no meio das nuvens era linda! Eu senti de verdade o desejo de fazer ela ver aquilo mas ela disse... "Eu ouço, eu sinto o vento, e vejo com o coração".

Eu lembro que uma vez, eu tava na piscina e ela do lado de fora. Eu saí da piscina e a beijei no rosto com a boca molhada. Ela soube que era eu.
Aí a gente ficou se chamando assim: Eu era o menino do beijo molhado e ela, a mulher que vê com o coração.

O tempo passou...
Demorou pra alguma coisa me marcar minha vida de novo...
Alguns amores passaram, mas eles não deram certo.
Namorei uma mulher que queria que ninguém soubesse que a gente tava namorando. Foi tão escondido que todo mundo pensava que nós éramos apenas conhecidos.
Tive que viajar pra bem longe, e de lá o eu falei pra ela que eu não conseguia mais esconder...
Eu namorei minha professora de natação.
Eu tinha aula das 5 às 6. Eu esperava ela sair do trabalho às 8. A gente namorava.
O chefão lá do clube, disse a minha professora que não dava certo uma professora namorar um aluno... Tivemos que nos separar...

Mas uma me marcou.
...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Pedacinhos da minha vida... #3


Lembro quando a minha mãe perdeu o emprego e aprendeu a fazer pizzas, salgadinhos e essas coisas maravilhosas...
E eu saía pela rua vendendo... No primeiro dia vendi tudo. E voltei pra casa com um sorriso imenso na cara. Os dias se passaram e todo santo dia eu saía pra vender lanches pelas oficinas no centro... Era muito bom...
De noite, minha mãe fazia pizzas e a meu pai pegava a moto e entregava em domicílio.
Nos fins de semana, enquanto a gente vendia uma pizza, comia duas...

O ano novo na minha casa foi perfeito! A família toda se reuniu lá.
A gente ficou em casa contando piadas até amanhecer...

Eu lembro que adorava acordar a minha irmã com um café da manhã. E adorava quando ela me acordava com um café da manhã.
Eu adorava os passarinhos que eu tinha. Mas um dia, tragicamente as gaiolinhas estavam quebradas e eles tinham ido embora.

Eu adorava uma menina na minha sala. Era a minha confidente. A gente vivia junto. Um ano antes a gente não se suportava.
A gente viva escrevendo nossos nomes e escrevendo cartas um pro outro.

Voltamos pra nossa antiga casa...
Foi bom rever os velhos amigos. Foi ruim me distanciar dos velhos...
Depois de um ano e meio longe da velha casa, parecia que tudo tava sem graça. O tempo foi passando e eu fui redescobrindo meus amigos.

E como sempre, pessoas apareciam na minha vida e se tornavam inesquecíveis.
Uma vez, conheci uma menina de olhos puxados num encontro de motociclistas...
Ela era bem mais velha que eu, mas aquele dia aconteceu uma coisa diferente. Eu puxei conversa com ela e a gente conversando com ela um tempão.
Peguei o telefone dela. Eu vivia ligando pra conversar, e de vez em quando ela me colocava pra falar com a irmãzinha dela...
Era o último dia daquele encontro e eu não queria que acabasse.

Eu lembro que eu comprei um anel pra ela. Pra deixar de recordação, pra ela não esquecer de mim.
Uma vez, ela me mandou um presente. Uma miniatura de uma moto, e uma miniatura da Torre Eiffel.
A moto... Naturalmente, como acontece nas mãos de uma criança, quebrou... A Mini Torre Eiffel, eu adorava, ficava na minha estante. até que um dia eu resolvi colocar como chaveirinho da minha mochila do colégio, e então ela foi tragicamente roubada.

Até hoje eu tenho o número daquele telefone decorado na cabeça...
Mas uma vez, mudaram o número do telefone. Perdi o contato com ela.
Mas eu lembro que de alguma forma consegui o número novo... e quando eu liguei, descobri que a menina dos olhos puxados tinha ido morar em Salvador...

Fui pra um outro colégio. Cheguei lá e não demorei muito pra fazer amigos...
Fiz amigos que fazem parte de mim até hoje...
Eu lembro de um presente que as meninas da sala me deram... Uma carta gigante e ovos de páscoa. Aquilo foi inesquecível.
Os meus colegas de sala se tornaram minha família...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Pedacinhos da minha vida... #2


Adorava ir na pracinha apostar corrida de bicicleta e levar bronca do dono do fiteiro ao lado. Conhecer gente nova.
Passei na frente de um condomínio e conheci um cara que tocava violão. Todo dia eu ia pra lá.
No mesmo condomínio morava uma menina que estudava comigo e eu ia pra lá ficar cuidando do irmãozinho dela.
Lembro de ficar paquerando 3 irmãs que pegavam mesmo ônibus de volta pra casa comigo. Ofereci umas pastilhas pra elas.
Desde então, nos tornamos amigos. Eram Juliana, Diana e Suzana...
Na época do natal, eu lembro de ir na casa delas, pegar os ovos no ninho da galinha, pra fazer pão de queijo e de colher laranjas direto do pé e que a gente nunca conseguia pegar uma laranja doce.
Lembro que me apaixonei pela menina do Pão de queijo.

Numa esquina da minha rua, tinha um ateliê, na outra, tinha um clube de samba e chorinho. Eu ia pro ateliê pra ficar olhando a mulher fazer as misturas das tintas e ficar pintando os quadros. Tinha um cara lá que sempre tinha um toquinho de lápis atrás da orelha, que desenhava fotos das pessoas em grafite.
De noite eu ia pro clube do choro pra ver o povo tocar. No fim da noite muita gente ia embora e nessa hora eu pegava o chocalho e sabia como ninguém quebrar o ritmo da música.
Uma vez eu tava no clube do choro, e voltei em casa pra roubar um colar da minha irmã pra dar a uma menina linda que eu encontrei por lá.

O ateliê fechou, e virou uma lojinha que venidia pão, ovos manteiga, essas coisas.
Consegui um emprego. Passei uma semana fazendo entrega de pães numas oficinas que havia um pouco distante.
Não continuei no emprego porque na primeira semana o cara esqueceu de me pagar.

No fim de semana a galera inteira se reunia pra ir jogar bola na casa do nosso amigo que morava em frente a pracinha.
Depois a gente ia pro terreno da oficina de um tio de um amigo nosso, jogar mais. E voltávamos todos sujos de tardezinha, pra jogar tênis de mesa na garagem da minha casa.

Minha casa tinha um terreno bem grande e um porão que eu adorava entrar lá pra ficar mexendo nas coisas velhas e sujas.
Lembro quando o "CHE" nosso novo cachorrinho chegou na minha casa e ficou todo mundo querendo ficar com ele direto.
Eu adorava abrir o portão pra ele correr pela calçada e entrar no meio das roseiras e voltar cheio de plantinhas grudadas no pêlo...
Eu ia pra casa da frente, a casa da dona Elisabeth, pra escrever cartas com ela. Eu sempre quis mandar cartas pra alguém e só fazia isso quando ia pra casa dela. A letra dela era linda! Enquanto eu ficava admirando a letra dela, ela me contava as histórias de tempos atrás, dos namoros por carta, das paqueras escondidas e dos mexericos na escola.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pedacinhos da minha vida... #1

Escrevi isso há um tempinho...
E me deu uma vontade enorme de mostrar pra todo mundo.

Se deliciem.
xD

...

São exatamente, 03:37.

Acabei de desligar a TV e Ligar o computador.
Tava passando "Forrest Gump" na TV. Me dei conta da incrível semelhança entre eu e o Forrest.

Eu demorei pra andar... Somente aos meus 3 anos de idade, consegui dar os meus primeiros passos.

Lembro quando as pessoas percebiam em mim algo de especial. Me chamavam de beijoqueiro e isso parecia ruim quando falavam. Mas eu continuava fazendo, pra tentar incomodar as pessoas.
Lembro quando engessaram a minha perna. E todos viam aquele gesso azul que eu achava legal por só eu ter um daqueles. Lembro que minha mãe dizia que aquilo não me fazia ser diferente de ninguém, mas eu insistia em não acreditar. Eu era diferente. Se todos nascessem para ser iguais, concerteza todos teriam gessinhos azuis nas pernas.
Eu adorava correr e odiava cair... Minha primeira bicicleta, os primeiros tombos. Lembro da minha infância e das coisas que eu não entendia.
Uma vez me disseram que era preciso cair pra aprender. Aprendi muito.
Lembro da música que me fazia dormir no colo da mamãe. Eu fazia questão de chorar sem nenhum motivo, só pra minha mãe me consolar.
Lembro que eu adorava bater as panelas no chão. Só não entendia porque os meus irmãos não gostavam...

Lembro das minhas 3 professoras da infância. Uma delas não me suportava.
No jardim II, ela me colocava de castigo sentado em cima de 3 banquinhos, um em cima do outro.
Eu derrubava os banquinhos, abria o portão e voltava correndo pra minha casa que era na esquina. As outras duas eu adorava.
Adorava a hora do recreio e o cheirinho da lancheira quando eu abria.

Era bom fazer coisas que eram proibidas.
Eu corria no quarto da minha mãe, escalava o guarda-roupas, roubava a câmera fotográfica e tirava fotos pensando que só ia aparecer o que eu queria ver...
Adorava sair de moto, com o vento na cara e da incrível segurança quando eu abraçava o meu pai.

Depois descobri que as aventuras nem sempre davam certo.
Eu vi meu pai sem uma perna, na cama do hospital. Não fiquei triste, Afinal era mês de copa do mundo e dois dias depois, comemoramos o aniversário do meu pai no quarto.
Lembro quando o meu irmão brigou com o meu pai. O velho tava conversando com um amigo dele, perto de casa.
Lembro que naquele dia o amigo do meu pai, se tornou o meu melhor amigo. Era um homem grande, de cabelos brancos. Ele adorava samba, amava a Portela, e tinha um irmão que tava bem longe.
Descobri o que era saudade e choramos juntos.

Lembro que eu não sabia dançar, apenas meuss irmãos tinham esse dom.

Lembro de poucas tristezas.
Lembro quando o meu cachorro se foi. Uma das poucas vezes que chorei quando tava realmente triste.
Os grandes problemas, de algum jeito eu sabia resolver. Eu sabia fazer o povo sorrir. Isso era bom

Lembro de passar tardes inteiras desafiando meu pai no jogo de Damas e da companhia inseparável dele e do meu cachorro à tardezinha.
Lembro do primeiro beijo. E de todo o suspense e do medo que eu tava sentindo. Ainda lembro do rosto dela e das coisas que a gente disse.
Lembro que no outro dia eu viajei de volta pra casa. Desde então não a vi mais.
Meu pai ficou rindo de mim durante uns 5 anos depois disso, toda vez que falavam em namoradas.

Nos domingos de manhã, a minha mãe servia melancia gelada pra todo mundo. Eu era o que mais comia, enquanto ficava vidrado na TV o dia inteiro se me deixassem. Saía com os amigos e andar pelas ruas até tarde. Eu sabia que ia levar bronca, mas sabia que as vezes valia a pena.

Uma vez, tivemos que nos mudar e os meus amigos não puderam vir morar comigo.
Casa nova, ambiente novo e a mesma vida. Foi uma das épocas que eu mais gostei...


______
Continua amanhã.
o/

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

"A coisa mais linda que meu mundo já viu"

Férias...

começando a "trocar o dia pela noite" como minha mãe diz. Eu adoro fazer isso...
À noite você fica mais criativo e você têm que fazer alguma coisa rápido, porque ir pra cama sem sono é a maior tortura!

Ela salvou minhas madrugadas... Ingrid!

Há um mês ou mais, eu topei com ela no MSN e a gente começou a conversar e tal.
Nos primeiros dias ela foi meu "confessionário". Contei os meu pecado e ela me aconselhou do que fazer.
Depois viramos três companheiros inseparáveis... Sim, três. Eu, ela e a música. A gente sempre tá trocando músicas por aí e descobrindo muita coisa em comum...
A gente fica contando as nossas histórias um pro outro e quando a gente olha pro relógio, 2:03 da manhã...

Agora não consigo ir dormir sem antes falar com ela...
Minha companhia! Minha amiga.

Minha Çindona!!!!!
=*


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Redescobertas da vida...

Arthur diz:
To percebendo agora que as minhas amizades eram muito superficiais...
E quando eu percebi isso eu to investindo o meu tempo, que antes não era precioso, pra redescobrir eles... E tá funcionando...

Fabiana. diz:
Eu entendo perfeitamente você sabe, Miná..
Eu também passei por isso não faz muito tempo, a gente passa a ver que amizade exige da gente dedicação, tempo, cuidado, carinho e várias outras coisas que, infelizmente, a maioria das pessoas que estão ao redor da gente e que a gente pensa q são nossos amigos não estão dispostos a receber e nem a se dar. Mas a gente acaba vendo também que tem aqueles que passa o tempo q for, quando a gente vê nos tratam do mesmo jeito e que realmente se importam com a gente, aí a gente passa a dar mais valor.

E a cultivar, como diria a raposa do Pequeno Principe. ^^

Arthur Miná diz:
É verdade...

Fabiana diz:
Já lesse o pequeno principe?

Arthur Miná diz:
Li um tempo desse... Vou reler. É perfeito!

Fabiana. diz:
Eu adoro esse livro! ^^

Arthur Miná diz:
E como eu venho dizendo repetidamente nesses últimos tempos, você tá no meio de tudo isso. E eu tô adorando!

Fabiana. diz:
Fiquei toda contente agora! xD
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Faby, Faby...
Essa conversa aí de cima explica tudo, né?
Minha flor... Vou regar você todo dia agora!

Um Grande Beijo!

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Ah! Eu disse que ia postar isso!
...

Fabiana diz:
Miná, tu eh mto fofo, hehehe, sem condições! ^^"

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Te adoro Fabiana Miná!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A palavra mais bela.

Se alguém perguntasse a você qual a palavra mais bela que você conhece, qual você diria?

...

Vermelho. 8 letras.

Uma palavra que associa tudo o que eu mais amo nessa vida.
A cor me encanta. "As vezes parece que tudo é cinza e só vejo o vermelho passar diante de mim".
Tá presente em tudo o que desejo. Nos sonhos que eu vivo falando pra todo mundo, nos projetos futuros, nos desenhos, na música...

Na vida.

É o detalhe que todos percebem sem querer.
É parte de mim.

É belo.
A palavra mais bela.

Vermelho.